sexta-feira, 24 de abril de 2015

PROJETANDO A SUSTENTABILIDADE

Projetos sustentáveis que 
fazem a diferença

"Sustentabilidade é a capacidade de suportar um processo ou um sistema garantindo a permanência"


     Discutir sustentabilidade nos dias de hoje passou a ser uma necessidade imprescindível. Buscando refletir sobre projetos sustentáveis existentes no Brasil e no Mundo é que a professora Mariana Fanton desenvolveu com os alunos do 9º ano o projeto "Pensando a Sustentabilidade Local".

Professora de sustentabilidade Mariana Fanton
e alunos do 9º ano.
     Para introduzir o tema,  foi trabalhado o conceito de desenvolvimento sustentável procurando apresentar  exemplos de idéias sustentáveis. Os alunos ficaram conhecendo o bioplástico, biocombustível, lixo no Japão, cidade de Curitiba, pilhas ecológicas e reservas ecológicas. "Foi muito interessante, pois conhecemos projetos sustentáveis que merecem nossa atenção, afinal são exemplos de uma realidade que deveria ser mas não é. Na minha opinião esse assunto deveria ser mais discutido por todos. Você consegue imaginar as casas, empresas, escolas sustentáveis? Isso faria um bem incrível ao planeta e é claro as pessoas que nele habitam", diz a aluna Karine Oliveira.

Karine de Oliveira  e sua colega Karoline Pereira
 apresentando a maquete de como seria uma casa autossustentável. 
       A partir da fundamentação teórica, os estudantes foram instigados a refletir sobre a sustentabilidade local nos diversos segmentos da sociedade. "Esta dinâmica foi muito interessante, pois levou-os a refletir sobre as ações que poderiam ser adotadas nas casas,  nas escolas e nas cidades", comenta a professora Mariana.
  Utilizando-se de pesquisa na internet através dos UCA, foi possível desenvolver a consciência de como seria viver de acordo com a perspectiva de sustentabilidade e perceber idéias concretas e já implementadas, sendo possível comparar como poderia ser, partindo sempre do local.
  
Aluno Mauricio de Oliveira apresentando a maquete
"Uma cidade sustentável".
        Segundo a professora Mariana, a turma do 9º ano foi dividida em grupos, onde  cada um escolheu como fariam a socialização dos trabalhos. Alguns optaram por maquetes, outros desenvolveram cartazes, outros utilizaram as imagens da internet com auxílio do data show. Durante a apresentação dos trabalhos, todos perceberam como o meio ambiente está sendo degradado e como poderia ser. "É nítido quando um lugar é bem cuidado e limpo. Isso reflete em tudo principalmente nas pessoas. Um simples lixo descartado em um local inadequado faz um enorme mal. precisamos rever as nossa atitudes para o bem de nosso planeta", pontua a aluna Fabiana Maciel Cofferi.


No centro Fabiana, a direita Larissa dos Santos
 e a esquerda Daniele Gonçalves.
         Todo esse trabalho foi fundamentado para refletir sobre ações sustentáveis do  meio social, refletindo sobre a qualidade de vida, convívio social, desigualdades sociais e aspectos da natureza. Para a aluna Larissa dividir responsabilidade é fundamental. "Toda ação tem uma reação e não queremos que o pior aconteça, por isso devemos começar já. Devemos refletir e mudar nossa atitudes. Esta mudança por menor que seja pode fazer uma enorme diferença", conclui a aluna.


Ao se tratar de sustentabilidade, dividir responsabilidade é fundamental.


       Para finalizar foi trabalhado o vídeo “On ou Off – de que lado você está”, reforçando o papel de cada um frente a este desafio.

Click aqui e veja o vídeo "ON OFF - DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?"



E POR FALAR EM SUSTENTABILIDADE...

     Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:
     - A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que
sacos de plástico não são amigáveis com o ambiente.
     A senhora pediu desculpas e disse:
     - Não havia essa onda verde no meu tempo.
     O empregado respondeu:
     - Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso ambiente.
    - Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes. Realmente não nos preocupamos com o ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões. Nós não nos preocupávamos com o ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas. Mas é verdade: não havia preocupação com o ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como? Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade. Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta tantas vezes ao invés de comprar outra. Amolávamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte. Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima. Então, não é risível que a atual geração fale tanto em "meio ambiente", mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?


quinta-feira, 16 de abril de 2015

PROFESSOR ESCRITOR


A SECRETARIA DO OESTE

         “Os anos são que nem livros, guardando sabedorias pras futuras gerações.” (Vaine Darde)


      Todos nós sabemos que a sociedade exige do profissional, seja ele engenheiro, advogado, jornalista, dentista, analista de sistemas ou professor, a capacidade de passar para o papel todos os seus estudos, divulgando assim o seu trabalho. Por precisar de alguns conhecimentos específicos da elaboração da redação e exigir de qualquer um muita leitura e dedicação, faz com que nem todos sejam escritores. Não é o caso do nosso professor de História, Evaldo Cassol.

Evaldo Cassol nasceu em Caxambu do Sul (SC), em 28 de fevereiro de 1965.
 É Oficial de Justiça do Judiciário Catarinense e professor de História.

 
Graduado em Ciências Contábeis, História, Direito e Mestre em História.

       A manhã da segunda-feira (13 de abril) foi significativa para a E. B. M. Padre José Anchieta, pois a biblioteca da escola foi agraciada com a entrega simbólica de um livro, de autoria do professor "Cassol". "Para nossa escola, este gesto foi significativo. Muito mais que receber este presente é podermos ter em nosso quadro de professores um profissional com tamanha qualificação: Mestre em História", diz Claudia Amanda Morozo, gestora da escola.
   Para Evaldo Cassol, a publicação do livro foi a materialização de longos anos de estudos e pesquisas. "A publicação deste livro significou muito para mim. Quando eu peguei o primeiro exemplar nas mãos, foi como estivesse segurando um filho. Só eu sei o longo período de gestação na busca das informações precisas para a elaboração deste estudo", comenta emocionado o professor escritor.

Evaldo Cassol  autor do livro,
com seus colegas de trabalho.

Quanto ao livro


   A Secretaria dos Negócios do Oeste foi criada pelo governador Celso Ramos no dia 17 de agosto de 1963, e implantada no em 1º de dezembro do mesmo ano, abrangendo a área do antigo Chapecó.

      Segundo o professor Cassol, o estudo objetiva identificar as razões que concorreram para a criação, implantação e funcionamento da Secretaria de Estado dos Negócios do Oeste (SNO), bem como analisar o papel do Estado, as ações desenvolvidas pela SNO, suas principais características e os fatores que concorreram para sua extinção.

Capa do Livro A Secretaria do Oeste,
de autoria do professor Evaldo Cassol.

    O livro está dividido em três capítulos: o primeiro capítulo trata sobre o Grande Chapecó, desde sua instalação em 1917 até a nomeação do Prefeito de Chapecó (SC) Serafim Enoss Bertaso, bem como o processo de industrialização e a política chapecoense.

        No segundo capítulo é tratado processo de a criação e as ações da Secretaria dos Negócios do Oeste e como se dava o relacionamento e a influência que tinha na região o Secretário do Oeste.

    O terceiro e último capítulo aborda o processo de esvaziamento, resistência e extinção da SNO e das lideranças regionais, contra e a favor à manutenção da Secretaria de Estado dos Negócios do Oeste. 

     








sexta-feira, 10 de abril de 2015

PALAVRAS MÁGICAS

MAIS GENTILEZA E MENOS AGRESSIVIDADE


Professoras Rosemeri e Ursula com os alunos
da 2ª Série Turma 21.

      Aproveitando o projeto “Não custa Nada” que a escola está trabalhando, a professora Rosemeri Baucke Weirich desenvolveu com a 2ª Série turma 21, uma atividade para o  “resgate das palavrinhas mágicas” no ambiente escolar bem como no convívio familiar e social. “Resgatar talvez não seja a palavra mais adequada, uma vez que muitos de nossos alunos nunca receberam esse tipo de orientação. Acredito então que seria introduzir na formação das crianças um conviver adequado em sociedade para que elas percebam a necessidade de vivenciarmos 'mais gentileza e menos  agressividades'”, pondera Rosemeri.

      
Palavras MÁGICAS construídas
com a ajuda dos alunos.


  Após debater o tema e construir com os alunos a percepção da importância do uso das normas e o que elas significam ou refletem nas vidas das pessoas, a professora destacou  as palavras mágicas que iam surgindo e transcreveu em forma  de recadinhos e colou embaixo das carteiras e mesas da sala de aula quando os alunos saíram para a aula de Educação Física. “Foi muito legal! Quando eles retornaram solicitei que cada um procurasse um recado e lesse o que nele estava escrito”, comenta a professora.
                       

                           



     Dando sequência  a atividade, cada criança ilustrou a sua palavra, mostrando uma cena em que se usa a mesma. Em seguida construíram um história, que foi contada para a turma, envolvendo a palavra mágica ilustrada. “Ouvimos histórias muito criativas e pude perceber através da oralidade o quanto as crianças são capazes de criar e viajar no imaginário”, diz  Rosemeri.

     Para concluir o trabalho, socializou-se através de um painel para divulgar e incentivar o uso das “palavrinhas mágicas” em todos os espaços da escola. Além disso a turma está preparando uma linda apresentação tendo como tema a música "Palavrinhas Mágicas" da cantora Eliana.


Painel GENTILEZA GERA GENTILEZA
construído a partir das produção dos alunos.


CLICK AQUI PARA OUVIR A MÚSICA 
"PALAVRINHAS MÁGICAS"


               Palavrinhas Mágicas

           (Eliana)

Algumas palavrinhas são mágicas

E ajudam a gente a viver melhor

Por favor, muito obrigado

Com licença, tudo bem?
Pode passar
Eu te amo, brinca comigo?
Como vai meu amigo?
Aquele abraço!
Bom dia, boa tarde, boa noite
A benção mãe, a benção pai
Bom dia, boa tarde, boa noite
Viver assim é bom demais


Essas palavrinhas mágicas

Palavras mágicas são assim

Têm um poder maior

Que abracadabra e sinsalabim
Assim, assim


Se alguém quiser o nosso bem

Muito obrigado, muito obrigado

Se alguém quiser pedir pra alguém

Diz por favor, diz por favor, diz por favor
Então é bom acreditar
A vida é bem melhor se a gente tem
O quê?


segunda-feira, 6 de abril de 2015

A EVOLUÇÃO HUMANA

 COMO TUDO COMEÇOU

                           


     As origens do ser humano têm sido discutidas há séculos e até hoje não existe um consenso sobre a questão. Alguns crêem no criacionismo, outros acreditam na evolução das espécies, já outros buscam respostas em seres de outros planetas, entre outras teorias.

Painel da EVOLUÇÃO HUMANA criado a partir de desenhos
 elaborados pelos alunos da 5ª Série
.

     Com o intuito de instrumentalizar os alunos da 5ª Série, e refletir sobre a origem do ser ser humano para minimamente saber quem somos, de onde viemos e o que o futuro nos reserva, a professora Rosemeri Baucke Weirich desenvolveu o projeto "Nossas origens" .    


Alunos da 5ª Série (turma 53) com a professora
RosemeriBaucke Weirich.

    Para a professora o mais importante  não é contrapor a teoria do EVOLUCIONISMO em relação ao CRIACIONISMO, mas oportunizar aos alunos o conhecimento da existência destas teorias. "Inicialmente estudamos a teoria do criacionismo, por ser algo próximo deles devida a influencia da religião. Após estudamos a teoria do Big Bang onde realizamos a experiência da explosão de um balão com papeis picado dentro", diz Rosemeri.



     Segundo a professora a teoria do criacionismo, devido ao entendimento religioso prévio do assunto por parte de alguns alunos, ocasionou muita discussão, o que tornou as aulas atrativas, pois a participação foi grande. Para aprofundar sobre o evolucionismo, realizou-se pesquisa na internet através de leituras, visualizações de vídeos. "Após a discussão inicial, fomos em busca do conhecimento científico. A utilização dos UCAs (laptops) foi fundamental, afinal todos puderam fazer uma busca na internet sobre o assunto estudado", comenta a professora.   


Tecnologia: ferramenta indispensável.


     A realização da pesquisa possibilitou um estudo retrospectivo sobre a evolução do planeta Terra. Além de debates os alunos tiveram que demostrar a evolução humana através de ilustrações. "Aconteceu um debate rico a partir da discussão das observações feitas sobre os desenhos. A ilustração facilitou o entendimento de cada evento ocorrido neste longo processo do desenvolvimento humano", pontua a educadora.
          Para concluir o projeto, cada aluno recebeu a missão de ilustrar um ancestral para a organização de um painel sobre a EVOLUÇÃO HUMANA. Para realizar esta atividade o alunos deveria levar em consideração aspectos pesquisados, como por exemplo: principais características e como eles se comportavam.


1. Australopithecus

Australopithecus é o nome de um dos mais antigos ancestrais do homem.


2. Homo Habilis

Homo Habilis, cujo nome significa "homem habilidoso", pois conseguiam confeccionar diversas ferramentas. Viveu a mais de 2,1 a 1,5 milhões de anos atrás durante o Pleistoceno na África.



3. Homo Erectus

     Homo Erectus é uma espécie de hominídeo extinta. Surgiu no continente africano a cerca de 1,6 milhão de anos atrás. Os Homo Erectus se espalharam pela Ásia oriental. De acordo com vestígios arqueológico, estes hominídeos viveram, aproximadamente, 300 mil anos atrás.


4. Homo Sapiens (Neanderthalensis)

     O homem de Nandertal (Homo Neanderthalensis) cujo nome lembra o local que foi encontrado, viveu a aproximadamente 300 a 29 mil anos atrás durante o período Pleitoceno na atual Europa e Ásia.


3. Homo Sapiens Sapiens

      Homo Sapiens Sapiens é também conhecido como ser humano (do latim "homem sábio, e também chamado de pessoa, gente ou homem) é a única espécie animal de primata bípede do gênero Homo ainda viva. Os humanos anatomicamente modernos originaram-se na África há cerca de 200 mil anos, atingindo o comportamento moderno há cerca de 50 mil anos.